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Mediação de:

Marcos Victor Meirelles dos Santos

Atualmente no Depto de Psicologia da Educação na Universidade A de Barcelona, mas também atuo no Brasil no IP UFRJ, Arte Faz Parte Arte Educação, Amaná Educacional, Instituto Conhecer, SM Educação e outros.

Modalidade: Somente on-line em tempo real

Carga horária: 6h

Cronograma e horário

Sexta-feira das 18h às 20h on-line

27/03/2026 

24/04/2026

Público-alvo

Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio

Todos os professores do 1o. ao 5o. ano de escolaridade do ensino fundamental, Todos os professores do 6o. ao 9o. ano de escolaridade do ensino fundamental, Profissionais do Ensino Médio

Objetivo:

Reflexão Crítica: Analisar o bullying como sintoma de uma sociedade em adoecimento e os impactos biopsicossociais na tríade aluno-professor-família.
Dispositivo de Escuta: Abrir frestas para o saber orgânico dos educadores, validando suas dores e potências como "Portadores de Futuro".
Produção de Cuidado: Problematizar a pergunta "Uma escola de cuidado (é) possível?", fomentando a construção de redes vivas e afetivas no território escolar.

Ementa da atividade:

A proposta aqui é a do encontro, da roda, do fazer girar a palavra, do saber orgânico e das possibilidades de portadores de futuros que somos.  Quantas vezes, no apito do recreio ou no silêncio da sala de aula após o sinal, você já se perguntou: “O que estamos fazendo aqui?” ou “Como chegamos a esse nível de violência?”. O bullying tem sido tratado como um "fato" inevitável ou um "fake" silenciado, mas nós sabemos que, entre os diagnósticos frios e a realidade cotidiana, existe a vida pulsante de quem ensina e de quem aprende. Convidamos você para o encontro “Bullying? Fato ou Fake – Uma Escola de Cuidado (é) Possível?”. Este não é mais um treinamento técnico sobre leis e punições. É um convite ao encontro. Sou Victor Meirelles, artista-pesquisador, palestrante, escritor e doutorando na UFRJ e da Universitat A de Barcelona, e quero partilhar, conversar, versar  com vocês uma provocação: a de que a escola pode, sim, ser um território de vida e afeto. Vamos conversar sobre o trabalho vivo em ato e arte, aquele que acontece no calor da sua aula e como a arte e a escuta orgânica podem ser nossas ferramentas mais potentes contra o adoecimento escolar.

Programa:

O encontro propõe-se como uma intervenção micropolítica e uma ferramenta tecnológica de cuidado. Afastando-se das abordagens meramente punitivas ou diagnósticas, a aula busca cartografar as intensidades que atravessam o cotidiano escolar. Utiliza o conceito de trabalho vivo em ato (MERHY, 2002) e a escrevivência (EVARISTO, 2020) para desconstruir o fenômeno do bullying, diferenciando o "fato" (a violência estrutural e intersubjetiva) do "fake" (as simplificações e silenciamentos institucionais).
3. Conteúdo Programático
Módulo I: A Anatomia da Violência e o Espetáculo do Bullying. O que é "fato" e o que é "fake" na percepção escolar. O bullying como fenômeno multifacetado e seus reflexos na saúde mental coletiva.
Módulo II: Micropolítica e Trabalho Vivo. A escola como território de encontros e desencontros. O papel do educador entre a prescrição institucional e a invenção do cuidado.
Módulo III: A Arte como Tecnologia de Afeto. A estética do cuidado, o amor como categoria política e a arte-educação como ferramenta de mediação de conflitos.
Módulo IV: Por onde começamos? A cartografia das pequenas ações e a germinação da Escola de Cuidado.
4. Metodologia (O Encontro como Obra)
A aula será conduzida sob o método da cartografia sentimental, alternando exposição teórica dialogada com momentos de provocação poética. Serão utilizadas dinâmicas de "trabalho vivo em ato e arte", onde o conhecimento é produzido no calor do encontro, valorizando a dialogia bakhtiniana e a experiência estética como via de sensibilização e cura.
5. Referências Básicas
EVARISTO, Conceição. Escrevivência: a escrita de nós. Rio de Janeiro: Pallas, 2020.
MERHY, Emerson Elias. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo: Hucitec, 2002.
ROLNIK, Suely. Cartografia sentimental: transformações contemporâneas do desejo. São Paulo: Estação Liberdade, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
MEIRELLES, Victor. Bullying, Qual é a Graça? Escrever, ver, viver e escreviver. Rio de Janeiro: WAK, 2025
SANTOS, Marcos Victor Meirelles; COELHO, Karla Santa Cruz; DE OLIVEIRA, Maria Helena Barros. Teatro e educação: construindo cidadania e combatendo racismo e violência. VIDAS E CAMINHOS, p. 13. Rio de Janeiro: Hucitec, 2024 
SANTOS, Marcos Victor Meirelles; COELHO, Karla Santa Cruz; ÁLVAREZ VALDIVIA, Ibis Marlene. Bullying: Qual é a Graça? O Teatro como Ferramenta no Processo de Ensino aprendizagem e Promoção do Cuidado. Práticas comunitárias: Resistências e Empoderamento, p. 245. Porto Alegre: Letra1, 2025a.
SANTOS, Marcos Victor Meirelles. Bullying, Qual é a Graça? A Escrevivência das Experiências Micro e Nanopolítica dos (Des) Encontros - Narrativas dos Efeitos e Potências do (Des) Cuidado na Escola. Rio de Janeiro, 2024. Dissertação (Mestrado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social) - Programa de Pós-Graduação Eicos, Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024
SANTOS, Marcos Victor Meirelles et al. ESCREVER, Ver, Viver e Escreviver - Bullying qual é a graça? Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz, 2025. 1 vídeo (96 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ECm7tBwG68Y. Acesso em: 23 jan. 2026.

Outras informações 

Para a certificação os cursistas deverão participar das aulas com frequência mínima de 75% .

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