Mediação
Marcos Victor Meirelles dos Santos
Sou Victor Meirelles, artista-pesquisador, palestrante, escritor e doutorando na UFRJ e da Universitat A de Barcelona, e acredito que a educação antirracista é, antes de tudo, um gesto de amor político e de cuidado com a saúde mental de toda a comunidade escolar. Vamos conversar sobre como descolonizar nossos olhares e nossas práticas, construindo uma escola que não apenas ensina, mas que acolhe e faz pulsar a vida. Traga sua voz, seu corpo e sua escuta. O nosso desenvolvimento como sociedade passa pela nossa capacidade de nos encontrarmos de forma autêntica.
Modalidade: Somente on-line em tempo real
Carga horária: 10h
Cronograma e horário
Segunda-feira, das 19h às 21h
30/03/2026
Atividades assíncronas
A atividade será dividida em dois encontros online, de modo a propor uma abordagem multidimensional sobre a gravidez na adolescência no contexto das escolas públicas, com foco na realidade local de Macaé e região Norte Fluminense.
Público-alvo
Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio
Todos os professores do 1o. ao 5o. ano de escolaridade do ensino fundamental, Todos os professores do 6o. ao 9o. ano de escolaridade do ensino fundamental, Professor Orientador Pedagógico - OP, Diretor Adjunto, Diretor Geral, Profissionais do Ensino Médio
Ementa
Se a nossa escola fosse um corpo, qual parte dela o racismo tenta silenciar e qual parte a nossa ancestralidade faz pulsar?" A escola é o lugar onde os mundos se encontram, mas também é onde, muitas vezes, o silêncio sobre as nossas raízes e as dores do racismo se instalam. Como podemos transformar o chão da sala de aula em um território de verdadeira liberdade? Como podemos educar para além das feridas, celebrando a ancestralidade que nos constitui? Convidamos você para a roda de conversa: "Sentir-Pensar a Educação: Ancestralidade e Prática Antirracista como Tecitura de Cuidado". Este não será um encontro para ouvir fórmulas prontas ou apenas ler leis. Será um espaço para sentir-pensar. Vamos nos reunir em roda essa tecnologia ancestral de cura para partilhar nossas "escrevivências", nossas angústias e, sobretudo, nossas potências.
Programa
Este encontro configura-se como uma Roda de Conversa e Escuta Qualificada, fundamentada na ética do Ubuntu (""Eu sou porque nós somos""). A proposta é deslocar o debate sobre as relações étnico-raciais de uma obrigação burocrática (Leis 10.639/03 e 11.645/08) para uma dimensão existencial e micropolítica. Busca-se investigar como o racismo estrutural produz sofrimento no cotidiano escolar e como a Educação Antirracista pode atuar como um fármaco coletivo, promovendo o desenvolvimento integral de alunos, professores e da sociedade.
3. Conteúdo Programático
Módulo I: O Pensamento Abissal e a Ferida Escolar. Como o racismo invisibiliza saberes e corpos, gerando zonas de ""não-ser"" na educação.
Módulo II: Escrevivência e Saber Orgânico. A importância de narrar a própria história para transformar o currículo em um território vivo.
Módulo III: A Escola Nagô. O conceito de ""corpo-território"" e a sala de aula como espaço de celebração das diferenças e combate às violências.
Módulo IV: O Amor como Categoria Política. A educação antirracista como gesto de cuidado e produção de saúde mental na comunidade.
Outras informações
Para a certificação os cursistas deverão participar das aulas com frequência mínima de 75% .




